O ofício

Feito à mão, elo a elo, com todo o cuidado

Aqui cada elo é cortado, enrolado, assente e fechado à mão — cinquenta e nove vezes, antes de uma dezena ficar pronta. Cada conta assenta no seu próprio fio, e não num cordão partilhado nem numa corrente de máquina, pelo que um elo pode ser aberto e corrigido sem mexer nos restantes.

A bancada, por ordem

  1. A escolha das contas. São emparelhadas à mão pela cor e pela translucidez antes de se montar seja o que for — um conjunto que foge no tom é o primeiro defeito que o olho encontra.
  2. O torneamento dos elos. O fio é cortado, enrolado num olhal em cada ponta e fechado à volta de cada conta, uma a uma, em vez de tudo passar por um único cordão.
  3. A fundição e o remate do crucifixo. A medalha central e o crucifixo são fundidos, limados e polidos à parte, e só depois entram na peça.
  4. O contraste. Todas as peças acima do limiar legal de peso seguem para o ensaio e são marcadas antes de serem colocadas à venda.

Porque é trabalhada em fio, e não enfiada

Um terço enfiado parte no cordão, normalmente ao fim de poucos anos de uso regular, e quando parte desfaz-se todo. Um elo trabalhado à mão cede num único ponto, se alguma vez ceder — e esse elo pode ser reaberto, reparado e fechado outra vez sem mexer no resto. É mais lento de fazer, e é a razão pela qual uma peça comprada aqui ainda pode ser reparada décadas depois.

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